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Em NY, Dow Jones tem 55º recorde no ano com Powell e plano tributário

Os mercados acionários americanos fecharam sem direção única nesta quinta-feira (2), com os investidores reagindo à indicação de Jerome Powell para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e à divulgação do projeto de reforma tributária elaborado por deputados republicanos.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,35%, aos 23.516,26 pontos; o S&P 500 avançou 0,02%, aos 2.579,85 pontos; e o Nasdaq ensaiou terminar no azul, mas recuou 0,02%, aos 6.714,94 pontos. Com o resultado, o Dow Jones teve a 55ª máxima histórica de fechamento do ano.
Sem promover grandes surpresas para o mercado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou o diretor do Fed Jerome Powell para a presidência do banco central americano. A tendência “dovish” de Powell e a postura a favor de menos regulação no sistema financeiro fizeram com que os índices acionários renovassem máximas após a confirmação de seu nome para a presidência do Fed, algo que já era especulado nos mercados há algumas semanas. Ações de bancos lideraram o movimento, com o Goldman Sachs encerrando em alta de 1,07%, seguido do Wells Fargo (+1,18%), do Morgan Stanley (+1,59%) e do Bank of American (+1,24%).
Durante a manhã, a divulgação do plano de reforma tributária elaborado por deputados republicanos fez com que os mercados acionários americanos fossem às mínimas da sessão, com analistas avaliando que a proposta deve sofrer alterações e que, por consequência, o plano deve enfrentar dificuldades para ser aprovado. “Divulgar o projeto tributário é o primeiro passo. Aprovar a legislação é o segundo passo, e não está claro como esse projeto de lei será aprovado”, afirmou a analista sênior e gerente de portfólio do Fort Pitt Capital Group, Kim Caughey Forrest.
Em relação a Powell, a estrategista-chefe de mercados da Prudential Financial, Quincy Krosby, diz esperar um caminho pragmático na política monetária, “juntamente com um caminho igualmente pragmático na regulamentação da indústria”, indicando que haverá uma inclinação republicana no Federal Reserve.

Fonte: Estadão