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Risco de alta de tributos com reforma tributária mobiliza setor de serviços

Presidente da Câmara e relator da proposta que muda regras tributárias receberão líderes do segmento nesta quarta (23). Setor alerta que eventual aumento de tributos pode gerar desemprego.

“O Ministério da Fazenda está olhando só sob o prisma arrecadatório. Para a população como um todo, isso vai repercutir no emprego e na arrecadação, porque o setor é o que mais emprega e o que mais arrecada, e também na inflação. É um feito em cascata”, reclamou Diniz.

O presidente da Cebrasse é um dos líderes do setor que vai se reunir com Rodrigo Maia na tarde desta quarta, às 16h.

Em dezembro do ano passado, Maia declarou que não aceitaria a votação de nenhum aumento de tributos enquanto estivesse na presidência da Câmara, referindo-se à possível unificação do PIS e da Cofins.

Reforma tributária

Se a proposta de reforma tributária que está sob análise de uma comissão especial for aprovada pelo Congresso Nacional, PIS e Cofins deixarão de existir e entrarão na incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA).

Na avaliação do deputado federal e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio Oliveira (SD-SE), o projeto relatado por Luiz Carlos Hauly atinge o setor de serviços.

“A proposta tem um viés de desburocratizar o sistema tributário, o que é muito bem-vindo, mas isso não pode trazer aumento de carga tributária”, enfatizou.

Ao G1, Hauly disse que o setor de serviços não tem o que temer em relação à proposta de reforma tributária.

No entanto, ao ser questionado sobre se haverá aumento de imposto com as mudanças nas regras tributárias, ele admitiu a possibilidade. “Muito significativo, não”, minimizou Hauly.

“Eles [empresários do setor de serviços] não têm nada o que temer porque estamos harmonizando a legislação brasileira com a legislação europeia, canadense e americana”, ponderou.

“O desejo deste relator e da nossa comissão é manter aproximadamente a mesma carga tributária para cada setor. Por isso, teremos quatro ou cinco alíquotas diferentes”, acresentou o deputado do PSDB.