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O que diz Roberto Justus sobre sua inusitada sociedade com empresa gaúcha

02/06/2022

O que diz Roberto Justus sobre sua inusitada sociedade com empresa gaúcha

Convidado a ancorar vídeos que explicam modelo de negócio, publicitário quis fatia da empresa.


Não só pelo personagem, uma celebridade do mundo dos negócios no Brasil, mas também pelo segmento de atuação, é inusitada a parceria de Roberto Justus com a gaúcha Marpa Gestão Tributária (MGT): o publicitário passa a ter participação de 15% na empresa e poderá exercer opção de compra de mais 5% em 12 meses se for atingida a meta de alcançar faturamento de R$ 150 milhões, mais do que o dobro de 2021 (R$ 62 milhões).

Como não é nada óbvia, a história é interessante: a empresa de Michael Soares e Eduardo Bitello procurou Justus para que ele ancorasse uma série de vídeos sobre o modelo dos "três Rs" (reorganizar, recuperar e reduzir) da MGT. Não propôs parceria.

— Desde que saí da publicidade, venho procurando filtrar oportunidades interessantes de negócio. Posso me considerar um investidor profissional, hoje tenho quatro empresas no ramo financeiro. Quando me procuraram para gravar os vídeos, avisei que dificilmente seria garoto-propaganda ou influenciador digital, a menos que pudesse participar dos resultados. Eles nunca imaginaram que eu pudesse me interessar em ser sócio — relatou Justus à coluna.

Os fundadores da MGT confirmam a surpresa com o pedido de sociedade.

— Fomos até ele com a pretensão de ter como âncora de programa sobre os nossos três Rs. Ele nos disse que não costumava fazer isso e que poderia fazer por indicação de trabalho. Acabamos gravando os vídeos e ele nos disse, então, que não estava satisfeito com o formato, queria 20% da empresa. Ficamos tão surpresos que, internamente, a primeira reação foi responder 'não'. Mas então amadurecemos um acordo no formato final, com 15% de participação e opção de mais 5% caso cheguemos ao faturamento de 50% — relata Michael.

Com a entrada do publicitário, a consultoria vai criar um conselho de administração, onde estarão os sêniores, Justus e Valdomiro Soares, da Marpa Marcas e Patentes, e os sócios executivos, Michael e Bitello. Valdomiro havia ajudado a criar a MGT, ainda como Marpa Gestão Tributária, com a marca e a base de clientes. A coluna quis saber se Justus se identifica com a caracterização de "empreendedor serial", ele negou:

— Já até brinquei com eles que essa deve ser a última participação. Recebo muitas propostas, analiso cem para entrar em uma. Eles tiveram o talento de ter trazido solução para um problema que menciono em palestras, o drama tributário das empresas brasileiras. É uma nuvem negra sobre a cabeça dos empresários, uma carga muito alta com normas atualizadas diariamente. O empresário não consegue acompanhar, seja por falta de informação ou por ter de priorizar o seu negócio. Resolveram com um software que revisa os últimos cinco anos em cinco dias. E acreditam tanto nessa solução que só cobram taxa de sucesso sobre os ganhos que obtêm para as empresas. Eu não avalizaria um projeto em que não acreditasse.

O acordo societário com Justus foi feito para marcar a inauguração da sede da MGT em São Paulo, no bairro do Brooklin. A empresa já tinha escritórios em Porto Alegre, Goiânia (GO) e Maringá (PR). Justus deixou o Grupo Newcomm em 2017. Por fim, a coluna perguntou aos sócios gaúchos se foi combinado com Justus que ele não vai demitir ninguém, eles entraram na brincadeira: disseram esperar que ele não demita todos e fique sozinho na empresa.

Para lembrar, Justus apresentou as primeiras temporadas, de 2004 a 2009, do programa de TV O Aprendiz, franquia brasileira da série americana The Apprentice celebrizada por Donald Trump, agora ex-presidente dos Estados Unidos. Justus foi sucedido no comando por João Doria, depois eleito prefeito e governador de São Paulo. Em 2013, voltou para mais uma temporada.

 

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 Na foto: Michael, Justus, Valdomiro e Bitello (da esquerda para a direita) agora passam a atuar no conselho da MGT.

Gregory Grigoragi / Divulgação

Fonte: GZH